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H. Magalhães
11.2026
Há no campo da edição, em particular na produção de histórias em quadrinhos, um movimento de resistência e transformação que se impulsionam mutuamente. Por um lado, temos o surgimento de editoras independentes, que ocupam nichos de mercado sem chegar a adentrar por completo esse meio essencialmente mercantil. Por outro, as novas tecnologias de informação e comunicação oferecem recursos que favorecem a virtualidade das interações, de forma imediata, colaborativa e a custo praticamente nulo.
Existe hoje em Portugal um bom número de pequenas editoras, movidas pelo entusiasmo de dar visibilidade a autores de banda desenhada que prometem apontar novos rumos à arte, ou simplesmente de dialogar produtivamente com este tipo de produção. Dentre elas, a Polvo, sob o comando de Rui Brito, acumula uma trajetória de quase trinta anos e apresenta um catálogo formidável, com títulos portugueses, obras de vários países da Europa e também do Brasil, a que dedica generosa atenção.
Esta investigação tem por objetivo esmiuçar a história, o modo de produção, os objetivos e as perspectivas desta editora independente que, com coragem e originalidade, tem conquistado leitores e críticos dos dois lados do Atlântico. Percorremos também, com apoio em referências bibliográficas, a produção editorial geral em Portugal e a edição especializada em banda desenhada, de modo a situar e caracterizar o surgimento das editoras independentes, a sua vitalidade e o momento atual deste campo da edição.

Rui Brito e a Polvo em uma das edições do festival AmadoraBD |
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