A nova onda dos fanzines
A nova onda dos fanzines
Henrique Magalhães
Série Quiosque nº 7.
João Pessoa: Marca de Fantasia, 2004. 84p. 12x18cm. R$12,00.
ISBN 85-87018-39-6
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Os fanzines, esses pequenos boletins de fãs, surgiram nos Estados Unidos na primeira metade do século XX, tornando-se o veículo dos novos autores da literatura popular, com destaque para a ficção científica. A difusão massiva das histórias em quadrinhos fez surgir também os fanzines sobre o tema, que se espalharam por vários países, despertando o interesse do público e incentivando a produção local. Os franceses atribuem aos fanzines o importante papel de revistas de estudo sobre a figuração narrativa e a responsabilidade pela afirmação dessa popular forma de expressão como verdadeira arte.
Os primeiros fanzines brasileiros surgiram em meados dos anos 1960, tendo como pioneiro Ficção , lançado por Edson Rontani em 1965, em Piracicaba, SP. Foi nessa época que começaram a circular os boletins amadores com anúncios de troca e venda de revistas, críticas e comentários sobre as histórias em quadrinhos.
A história dessas publicações amadoras foi analisada na dissertação de Mestrado de Henrique Magalhães, apresentada em 1990 na Universidade de São Paulo. O período estudado perfazia desde o surgimento dos fanzines no Brasil até o final da década de 1980, quando se deu a crise em sua produção. Esse trabalho rendeu dois livros: Um resumo da dissertação em O que é fanzine , editado na Coleção Primeiros Passos, da editora Brasiliense, e O Rebuliço apaixonante dos fanzines , com o texto completo e ilustrado, publicado pela editora Marca de Fantasia em conjunto com a Editora Universitária da UFPB.
A nova onda dos fanzines retoma a história dessas publicações e sua consolidação como fenômeno no meio independente, analisando as transformações ocorridas em seu modo de produção a partir da década de 1990. O objetivo do trabalho não é o esgotamento do tema nem o levantamento exaustivo de todos os fanzines editados, mas o estudo de alguns aspectos significativos desse gênero de publicação e seu desenvolvimento como forma de produção.
Essa década representou uma verdadeira transformação no processo editorial dos fanzines no Brasil e significou a retomada de sua produção de forma mais sólida e inovadora. Foram tantas as experimentações e propostas editoriais que só isto bastaria para o desenvolvimento do corpo deste trabalho.
H. Magalhães |