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O herói na Grécia antiga
O herói na Grécia antiga
Wellington Srbek
Série Veredas, 9, 2ª ed.
João Pessoa: Marca de Fantasia, 2009. 76p. 13x19cm. R$20,00.
ISBN 978-85-87018-94-6

A partir da análise de A Ilíada, de Homero, e Édipo Rei, de Sófocles, Wellington Srbek faz um estudo sobre a figura do herói na Grécia antiga. A primeira parte do trabalho, intitulado O poder do Rei, traça um perfil da sociedade micênica e sua personagem central, o rei. Já em Agamenon, rei de Micenas, segunda parte do texto, é feita uma introdução ao estudo da obra de Homero. A terceira parte da monografia, A palavra do poeta, relaciona o poema que narra os últimos momentos da Guerra de Tróia com o contexto histórico em que ele surge, e com a sociedade grega que surgirá a partir dele, inspirada em seus ideais. Desse modo, Wellington parte do pressuposto de que Homero deve ser visto como representante de uma instituição grega: os poetas inspirados.

O autor considera que foi por meio do monopólio da palavra que se construiu o poder na Grécia antiga: “A força dos nobres origina-se nos ideais d'A Ilíada, que além de narrar as batalhas, mostra-nos O mundo dos deuses e dos heróis, como ele é visto pelos gregos através das palavras de Homero. Um mundo no qual O valor guerreiro é o bem maior.”

Foi ainda por intermédio dos poemas de Homero que a Grécia estruturou suas instituições, as relações sociais e seu pensamento, inspirados nos ideais aristocráticos. Contudo, uma nova sociedade surgiria ao longo dos séculos, fruto das relações sociais e tensões de classes, afastando-se do mundo homérico. Para Wellington, “como expressão dessa transição A palavra na polis adquirirá uma nova dimensão. Na medida em que há uma mudança no estatuto do guerreiro e uma consequente ampliação do espaço público, a palavra deixa de ser monopólio de uma classe, abrindo espaço para A ascensão da democracia.”

É essa democracia que se espalha por todos os espaços da cidade, cujo cenário de novos protagonistas de uma nova história engendraria a Tragédia, que se traduz no diálogo da cidade consigo mesma, “a cidade em cena”. Neste contexto, os antigos heróis ressurgem com novos referenciais: “De modelo para o Homem, o herói transforma-se em um enigma: o que nos revelam As faces de Édipo?” É sobre esta transformação do herói da sociedade micênica à clássica que se debruça o trabalho de Wellington Srbek, de forma clara, objetiva e com a leveza na tessitura do texto pouco comum nos escritos acadêmicos.

H. Magalhães

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