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Dito, o bendito

Dito, o bendito
Érico San Juan
Série Das tiras coração, 19.
João Pessoa: Marca de Fantasia: 2013. 60p. 14x20cm. R$10,00.
ISBN 978-85-7999-075-5

Érico San Juan começou cedo nos quadrinhos, tanto na produção de edições independentes como na publicação profissional.

Na produção independente, lançou várias edições como “Balacobaco”, “Coelho Sobral”, “Os Engravatados”, “Shalom”, “O Homem de Preto”, “Sex Appeal”, “Se Liga, 16”, “Pé Gelado” e, principalmente, o fanzine “Só Uma?”, do qual saiu cerca de uma dezena de números.

Profissionalmente, Érico começou a trabalhar em 1991, no “Jornal de Piracicaba”, com quadrinhos e ilustrações. Dentro do jornal, Érico teve oportunidade de fazer pelo menos duas experiências interessantes. A primeira foi a criação, dentro do “Suplemento Infantil”, do Coelho Sobral, um personagem livre, anárquico, caótico, inquieto, que usava e abusava de metalinguagem, principalmente o recurso da conversa direta com o leitor. Um trabalho muito bom e que não era voltado apenas para o público infantil. A outra experiência foi a produção de uma tira com o personagem Dito, o Bendito. Esta série teve 759 tiras, publicadas entre 1993 e 2005, com periodicidade às vezes diária, às vezes semanal, todas veiculadas pelo “Jornal de Piracicaba”, esporadicamente republicadas por outros jornais.

Nas palavras do próprio Érico, a série teve algumas fases:

– Fase Musical – a inicial, que foi publicada em livro pela editora Marca de Fantasia em 1995.

– Fase Política – começou no final da edição da Marca de Fantasia e saiu dispersa em edições do fanzine “Top! Top!”; fase mais fígado azedo de adolescente dado a trocadilhos do que uma consciência real das coisas.

– Fase Etílica – bate-bolas nos botecos entre Dito e Feijão, o amigo dele; depois houve tentativas de encaixar outros personagens nesse universo, como um professor e um dono de boteco, mas que duraram pouco.

– Fase Familiar – Dito fica mais velho. o amigo Feijão se torna pastor evangélico; o filho do Dito, Tião, fica adulto e começa um certo conflito de gerações. Essa fase está razoavelmente representada nos livros “Central de Tiras” e “Tiras de Letra Outra Vez”. Em junho de 2001, parei com o Dito e comecei a editar a página de humor ‘Rio’.

– Fase Sitcom – última fase do Dito. Ele se tornou caixa de restaurante. Entrou um cozinheiro, o Zé das Carnes, um personagem mal-humorado que roubou a cena. E a dona Joana, uma japonesa baixinha, dona do restaurante, que protegia o Dito.

Trabalhar com um formato tão importante como a tira é uma experiência muito interessante para um autor. Com Dito, o Bendito, Érico teve a oportunidade de criar e testar um personagem e conseguiu um ótimo resultado. No aspecto visual, Érico tentou um traço extremamente solto e o aparente desleixo resulta em algo atraente, novo, agradável. No aspecto da definição da personalidade do personagem, Érico também foi bem sucedido. Não é fácil criar um personagem que mantenha um comportamento coerente, bem definido, convincente, durante todo o desenvolvimento da série. Dito tem características próprias que se mantêm ao longo das tiras, é meio malandro, sambista, toca pandeiro, não tem emprego fixo, é fã de futebol, bebe muito, tem uma nêga que não dá folga, em suma, “é a síntese da alma e da ginga brasileira”, como o próprio Érico define em uma das tiras.

Um dos pontos fortes da tira é o jogo de palavras/expressões que Érico usa frequentemente com desembaraço. E o mais importante, Érico tem humor. O clima da tira, apesar do pessimismo ser uma das características de Dito, tantas vezes criticando o Brasil e os políticos, é sempre o de bom humor.

Numa das fases da série, Érico dá um tom melancólico às situações vividas por Dito, e consegue um resultado inesperado. A sequência de tiras em que Dito retorna após vários anos e encontra um mundo em que não consegue mais se encaixar, é antológica.

Fazendo rir ou refletir, Érico foi abençoado ao criar Dito, o Bendito.

Edgard Guimarães

           Dito, o bendito - Érico San Juan

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