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A Caravela

A Caravela
Nilson
Série Biografix, nº 2.
João Pessoa: Marca de Fantasia: 2007. 48p. 14x20cm. R$12,00.
ISBN 978-85-87018-74-8

Muita coisa pode se dita sobre a série de tirinhas e histórias em quadrinhos A Caravela de Nilson. Antes de mais nada, deve-se dizer que se trata de um quadrinho da melhor qualidade.

Sendo parte de um projeto iniciado há três décadas e ainda em andamento, esta “aventura marítima” se passa em pleno Oceano Atlântico, por volta de 1530. A bordo da Caravela Flor do Lácio e na companhia de sua tripulação de nobres, militares, clérigos e marinheiros, somos levados numa viagem que tem como destino incerto o Novo Mundo, ou o fundo do mar (e que também nos leva a interpretar A Caravela como uma alegoria social, que faz jus à tradição crítica do humor jornalístico).

Como toda história, a das “Grandes Navegações” é feita de pequenos fatos, um punhado de mentiras, diversas versões, várias lacunas e alguns esquecimentos. Nos livros de história, ao lado de nomes como Colombo, Vasco da Gama ou Cabral, pouco se diz sobre os milhares de marinheiros que “ajudaram” a fazer esta história. Por sorte, nas tirinhas de Nilson podemos conhecer alguns desses anônimos – como Joaquim e Manuel, personagens que, embora sejam ficcionais, em muitos sentidos, são menos fictícios que vários dos figurões que pululam nos manuais escolares (o que faz de A Caravela uma autêntica paródia histórica).

Transformando-se ao longo das mais de 200 tirinhas que compõem a série, até agora, Joaquim e Manuel escapam do estereótipo da dupla cômica, formada por um personagem “ridículo” e outro “consciente”. Apanhados numa história da qual se recusam a ser meros coadjuvantes, eles nos fazem lembrar dos arquetípicos Dom Quixote e Sancho Pança (pois como sugere o próprio Joaquim, em um dos momentos mais líricos da série, esta Caravela é também uma metáfora existencial).

Haveria ainda muito que dizer de A Caravela – sobre a reconstituição de época precisa, sobre a narrativa criativa, os desenhos saborosos ou o humor que busca provocar a consciência das leitoras e dos leitores. Poderia se dizer ainda muita coisa, mas deixemos que vocês descubram por si próprios. Resta dizer que esta não é a seleção das “melhores” tiras de A Caravela. Trata-se de uma dentre as inúmeras coletâneas e organizações possíveis. Nós a realizamos para sua delícia e reflexão. Portanto, bem-vindas e bem-vindos a bordo, e boa viagem!

Wellington Srbek

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